A bolha comercial – Toninho Aribati

A bolha comercial – Toninho Aribati

Estou atento e um tanto quanto preocupado com o atual momento econômico que atravessa o Brasil. Não é um sentimento de pessimismo, e nem tão pouco torcendo para que dê tudo errado. É mais uma questão de precaução e zelo. Constantemente me pergunto: será que não é uma realidade maquiada, de forma não sustentável, que possa implicar consequências num futuro próximo, como recentemente aconteceu nos Estados Unidos da América. Se não bastasse rumores em outros países enfim… Há algumas estatísticas que apontam um alto índice de consumo por parte de consumidores brasileiros, induzidos por um discurso ideológico de, que o brasileiro, a cada dia mais adquire maior poder de compra, coisa que até recentemente não havia, mesmo se levarmos em conta a toda quantidade de recursos naturais existente neste país. Logo de repente ouvimos tantos comentários a respeito de que a vida das pessoas melhorou em todos os níveis. Sei lá! – Pode até ser, senão aparentemente alongaram o tempo. Não ignoro um colapso em consequência de um alto consumo, certo exagero por parte de alguns, que acreditam nessa hipótese de que consumir muito reflete riquezas. Pode ser senão tende aumentar
disparidade social.

É muito evidente o modismo imposto pela logística e pelos grandes senhores consultores de marketing, que formatam projetos de propagandas mirabolantes, induzindo a todo o momento o alto consumo de variados gêneros e produtos, como: imóveis, móveis, bens em todas as escalas, fatiando em inúmeras prestações, valores financiados numa visão de sumir de vista, certa ilusão que tudo está ao alcance de todos nós. Ou seja, o interesse dessas corporações comercial, industrial e financeiras, em que tudo o que importa não somente é a venda de produtos o mais interessante é vender o financiamento. Os chamados mix, fatiando o tempo em prestações remuneráveis. Muitos economistas alertam o consumidor neste sentido, para que tenham certa cautela, para não contraírem uma dor de cabeça no presente, e para o futuro.

Numa visão de credito as coisas funcionam mais ou menos assim: para os mais selecionados, BNDS, para os intermediários médios e pequenos empreendedores, uma alta oferta de variados bancos, oferecendo empréstimo a qualquer custo. Mas não pense que é injeção na testa, ou mamão com açúcar, porque não é bem assim. Para os assalariados, restam entrar no limite do seu cheque especial, ou banco do povo. Portanto, de ora, pra outra estamos nos tornando um símbolo do capitalismo da América do Sul, por um agravante sentencioso, que implica um baixo índice de qualificação operacional e intelectual. Não de forma generalizada, mas com tudo eu pergunto ao sistema, as pessoas e a mim também. Diante dessas evidências, se não precavermos de maneira imediata e sábia, estaremos todos em uma bolha comercial e econômica de forma tão desacertada, que não vamos conseguir honrar os nossos compromissos. E quando isso acontecer, o efeito é de forma dominó. Afetará a todos sem distinção de classe econômica o social. É claro que os menos favorecidos sofrerão muito mais por isso, não tem como duvidar. Vender e comprar talvez sejam a grande vontade e vaidade de todos. Ora pagar é que vai ser ele, vamos ver no que dará.

Toninho Aribati

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