Crônica Poética Carme – Toninho Aribati

Crônica Poética Carme – Toninho Aribati

Arvoredo, tronco gigantesco que forma sombras densas e sombrias nos

Diferentes olhares sob o que vimos a olho nu. Vimos imagens sob os

Acontecimentos em tempo real. São as constantes dinâmicas ensinando

Como se produz em resultado, o valor comercial, sem limite… De forma

Exorbitante sobre tudo em busca de dominação, que se estabelece no

Mundo dos negócios. Alguns se perdem totalmente o ver, a ideal forma de

Se equilibrar sob as possíveis e melhores idéias sustentáveis.

O cidadão, contribuinte ora visto no modismo do consumidor, por outras

Vias rotineiras a velocidade rotativa do capitalismo, o tão querer das

Inovações, que acaba impondo o alto desenvolvimento em tudo que se

Programa de forma permanente, a quem tem um alto poder aquisitivo.

Perdido nessa complexidade, sobretudo, na análise da linha do tempo, são

Os casos dos grandes impérios, onde construímos ficção. Neles, são tão

Poucos os que conseguem acompanhar as necessidades variadas na

Inquisição individual de cada um de nós. Nesta obtenção de possuir os mais

Úteis e inúteis objetos, os quais dizem ser de valor, muitos se perdem no

Vazio da vida. Portanto, não se deve confundir por desejo ou paixão,

Mesmo que satisfaçam alguns, a troca por algo diferente da lucidez da

Alma, por meros fatos ou situações materiais.

São informações produzidas por está velocidade tal, que chega a condição

De não sabermos como avaliar as subjetividades humanas, as quais

Passam a ser vistas como um sentimento desprezível. É essa força

Qualquer invisível, que nos faz sentir o medo do desconhecido. Só sente

Quem sofre na ação, o valor da massa, de forma avassaladora a pouca

Contingência de pessoas honestas e bem sucedidas no sentido do ter e não

Do ser.

Ora seja consistente e substancial, a tão imposta composição do sistema. A

Robótica substituindo inteligência das ligas cinzas do cerebelo. O que se

Quer do processo o resultado, o alto teor da matéria prima: bruta

Granulada ou ainda porosa. Liza, fina, inacabada, como é o ser humano.

São os possíveis mega bits, mensurando a potência dos equívocos. São

Tantas as dicas que aponta os casos, a falta de generosidade para abrandar

Esse tempo de heresias e ganâncias, uma coisa é certa iremos pagar o alto

Preço por não respeitarmos o percurso natural das contingências no

Impulso da gula e o bucho largo.

O grande risco, oh, poeta! – é a sua e a nossa extinção. Não basta só o

Pensamento na edificação dos sonhos, sob tudo que acontece, sofreremos

As conseqüência e ruínas da falsa lealdade. O que se planta colhe e

Estamos colhendo. Porém, não desespere seu moço. Somos filhos de um

País e de um mundo ainda tão jovem. Não obstante ao processo, há tanto

Que se aprender com os acertos e nossos erros.

As cidades tracejadas nos conduzindo a uma visão de futuro, um alto

Tráfego de tudo que nos coloca a todo o momento em perigo de colisão.

Até mesmo, sem levar em conta, as respectivas famílias. Em momentos de

Inquietação, não há a forma de se numerar o que se parece o pior. Não

Sendo tão pessimista, quero acreditar no melhor.

Portanto, é muita loucura num tempo só, quem tem pressa passa a ser

Refém, em função de quem não possui; senão é um miserável sem avalista

Do seu próprio sofrer. Ou seja, crianças sendo violentadas uma e outra,

Vitimas de um sistema mal estruturado. Outras jogadas no esgoto, por

Desespero de alguém, ora em caçamba de lixo. Jovens perdem suas vidas,

Comparado se estivessem em uma guerra.

São as guerrilhas urbanas, sob o crescimento do paralelo que na ação do

Mal, rasgam vidas como se estivessem rasgando jornal. Nada é mais visto

De forma segura numa selva de irracionais. Perdemos gradativamente o

Sentido mútuo das coisas boas.

Na sala de visita, o tradicional quadro de família fixado na parede,

Demonstrando a timidez de alguns e arrogância de outros, em princípios de

Falência. São os mortos, não mais presentes entre os vivos. Porém, para os

Vivos, o pensamento voa, faz movimentar os dedos que escrevem a

Epopéia do deserto que vive os mortos, faz nascer o mais belo poema,

Então é poesia!

A mais viva história de esperança, em busca de mais um novo dia, sem a

Lentidão da solidão, sob as horas mais noturnas. O mais cego dos cegos,

Tem visão da sua própria existência. As batidas que entoam fazem vibrar o

Coração e pulsar as nossas veias, em diferentes sons. Criam imagem que

Assombram e produz o medo dos fechados casarões, em noite escura.

A perceptiva ausência da luz que recorta e tangencia o contorno do nosso

Corpo, que se movimenta deitada ao chão, para fugir das balas perdidas.

De outra forma ainda há lua cheia, sem o mínimo feixe de luz para

Simbolizar o formato de estrelas para iluminar esse céu.

Assoreado horizonte, pra não dizer que sou maluco vou mudar de assunto;

Para dizer que me lembrei da ponte quando ainda criança brinquei sobre

Ela. Diverti-me soltando pipas do alto pontilhão, antes de ter sido aterrada.

Mas, por outras alternativas, hoje entupida, a travessia que ligava o

Chamado Berra Lobo ao estreito pontal, não existe mais.

A fábrica com pequenos forjadores na pedreira do instituto ficou no

Passado também. Não podemos ver mais com aquele certo olhar peculiar

Que nos faz esquecer da pedra preta, no fundo do Vale. Bosque de raras

Vegetações… Sombras decorativas entre um extenso jardim tudo muito

Bem cuidado, quem se lembram da farmacinha viva, com variadas

Plantinhas sagradas, um santo remédio.

Sem distinção de idade haviam tantas receitas elaboradas por aquele

Ambientalista que, inúmeras vezes, foi julgado como caduco por ser

Autodidata, mas mesopotâmico: Zé Sérgio, que previa o fim da linha… O

Canto da saracura do brejo, o reboado das gaivotas… A tudo ele anunciava

Uma outra era do vasto pontal.

Acima, reinava a casa fazenda de Drummond. Hoje, em seu lugar, a visão

Panorâmica de imensos diques, arrimo e escoras pra contensão de todo o

Rejeito de minério de ferro. Foi-se. Ficou retidas as lágrimas que faz calar o

Grito e a saudade de uns saudosistas melancólicos mergulhados no

Passado.

Uns tiram vantagens do grande momento e enriquecem em detrimento de

Outrem. E há aqueles que permanecem no marasmo. Vivem e vêem o

Prenúncio do triste verso saudosistas: “como dói…” Os mais jovens por não

Saber! – diz, já doeu. Pois, não dói mais.

Toninho Aribati

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