Dona do tempo!

Dona do tempo!

 

Prof. Poeta Milton Zamboni

 

Como se voltasse in nillo

tempore

encontrei você e esse seu olhar entristecido,

em âmbar coloração.

 

Beleza pura, escultura em mármore!

Triste mas altivo,

seco como deserto

que enche o coração do beduíno

de esperança em encontrar um oásis.

 

Como se fosse uma mesquita,

uma sinagoga ou igreja toledana,

sonho semita das noites do gineceu,

linda moura encantada da imagética

nordestina meio Gabriela e cigana,

Eurásia e África ,

Vênus e Ísis,

ou a mulher das mil e uma noites,

tornando realidade devaneios e sonhos

meus,

eis seu escravo contando mais

uma vez a história da princesa do

Líbano.

Ah imagem da mulher,

do sonho e da vontade

em ser um viajante no tempo,

corre na cabeça,

mais rápido que o vento!

 

Que possamos sonhar juntos

a realidade do conto,

que Deus conceda,

que assim aconteça.

em bom árabe, Maktub!

Que seja bom presságio,

o tempo urge,

arruma a casa,

deixa um cheiro bom na  roupa e no corpo,

me faz perder a calma.

 

pois a poesia não encerra

o sentimento que transcende a

alma.

Princesa das horas que voam!

O relógio que odeias é o mesmo que me

deixa perto de ti, seja em Beirute,

no sul ,

São Paulo

ou Istambul,

cada viagem

é eterno retorno.

 

Assim,

nada é longe

para um coração cativo,

ai de mim,

Senhora minha!

Dona do tempo!

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